segunda-feira, 26 de novembro de 2007

ESTRUTURA DE UMA SESSÃO DE TREINO

A sessão de treino divide-se em três partes distintas:

1- PARTE PREPARATÓRIA

( Aquecimento)

2- PARTE PRINCIPAL

( Treino propriamente dito )

3- PARTE FINAL

( Regresso à calma e descontracção )

1- PARTE PREPARATÓRIA ( aquecimento ) - é fundamental para preparar o or-

ganismo de forma a que este possa responder de forma eficaz ao esforço a que irá ser

sujeito na parte principal.

Inicialmente devem executar-se exercícios de pequena intensidade ( alongamentos ).

Seguidamente, a intensidade aumenta de forma gradual e com esforços parecidos aos

que se irão produzir durante a competição.

Os objectivos que se pretendem atingir são:

- eliminar tensões musculares

- melhorar a elasticidade muscular

- aumentar a frequência cardíaca

- “ ventilação pulmonar

- “ temperatura do corpo

- regulação motora através da familiarização com o movimento especifico.

O tempo total dedicado a esta parte, depende de:

- características do atleta

- temperatura ambiente

- vestuário que utiliza no aquecimento ( principalmente quando está frio ou vento )

- duração do treino ou da competição ( menor duração, maior aquecimento )

- características do treino ou da competição ( c/relógio, a subir, pista, etc. )

2- PARTE PRINCIPAL ( treino propriamente dito ) - está relacionada com o desen-

volvimento e aperfeiçoamento das distintas capacidades do atleta. Ela deve conter os

meios ( material a utilizar, local onde se realiza o treino, etc ), e os métodos de treino

( físico, táctico, etc ) necessários para que ele possa evoluir.

Nesta fase é fundamental que sejam bem definidas as sequências das tarefas que se

irão realizar, pois uma sessão de treino poderá incluir um ou vários objectivos. Quando

o objectivo é único, a sessão deve ser estruturada de forma a que o trabalho se centralize

unicamente no desenvolvimento de uma capacidade. Se os objectivos forem múltiplos,

então a sessão de treino deve dividir-se em fases, de modo a que, os exercícios a realizar

sejam direccionados ao desenvolvimento das capacidades pretendidas ( técnicas, físicas,

etc. ). Estes objectivos múltiplos incluídos dentro da mesma sessão de treino podem ser

alcançados de maneira consecutiva e simultânea ( ex: velocidade e resistência ). Neste

caso, o trabalho deve iniciar-se com o desenvolvimento da velocidade, porque ele exige

um nível máximo de coordenação e de força, só possível no inicio do treino quando o or-

ganismo possui maiores capacidades físicas ( ainda não se encontra fatigado ), para de-

pois trabalhar a resistência já com alguns sinais de fadiga. Também o trabalho de apren-

dizagem e de aperfeiçoamento técnico, deve ser incluído no inicio das sessões de treino,

porque exige uma capacidade de concentração extrema, o que só é possível quando o sis-

tema nervoso central não esta fatigado.

Por vezes é necessário inverter esta regra, principalmente em atletas de fundo que nor-

malmente disputam os finais das provas e que são obrigados aplicar a velocidade quando

já se encontram num estado de fadiga.

Ao planificar esta fase principal, existem factores que deverão ser considerados, tais

como:

- a idade e os anos de prática desportiva do atleta

- as suas capacidade físicas no momento

- o período do ano em que se insere, tendo em linha de conta os objectivos que se

pretendem atingir

- as características da modalidade que pratica

- trabalho efectuado anteriormente ( microciclos, mesociclos e macrociclos ).

3- PARTE FINAL ( Regresso à calma e descontracção ) - os objectivos desta 3ª par-

te são o inverso da 1ª ( aquecimento ), isto é, fazer com que os parâmetros fisiológicos

do atleta voltem à normalidade de forma progressiva.

A sua duração, depende do tempo e da intensidade de trabalho executada na parte prin-

cipal, o importante é que no final o organismo se encontre num estado de equilíbrio mui-

to próximo daquele em que se encontrava no início do trabalho. Para isso é necessário di-

minuir progressivamente a intensidade do trabalho, criando condições fisiológicas favo-

raveis aos processos de recuperação.

Jorge Caldeira

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